extracto da nota 28

domingo, 21 de setembro de 2014


vamos parar sempre ao norte

em busca dessa fria sensaçao de abandono

aí recuperamos forças até que se nota uma diferença

uma diferença indiferente aquilo que de facto já somos

não há rima e não há porto que nos encalhe em algum lugar

vivemos e simplesmente morremos mais tarde

amo-te

beijo-te

vivo-te

tudo palavras que caem no mesmo fundo

no mesmo background que chora um ainda não encontrei-te

um sempre ainda não encontrei-me

e essa sinceridade érode

érode a pedra e rasga a terra que caminhes sempre a procura desse lugar

desse mundo onde haverá mais gente como tu

mais como eu

menos como eles na verdade

estou feliz e triste nessa terra soleada

sinto-me bem mas mais quero

menos quero até para ser sincero

nunca temos o apoio que precisamos

ao menos a grande maioria assim vive

assim deixe de viver

triste terra

triste sonho este meu

mas não desanimes nem estresses por esse nada

tudo se resolverá meu amor

tudo se animará meu calor

tudo isso é ansiedade

tudo isso é normalidade

quando de repente sentes que desejada sempre foi essa meta

essa rota que te guia em misguidance

ao norte vou parar

a morte vou escapar

entrego-me ao esplendor do teu rir

não vou quebrar

não vou partir

não vou abandonar

vou sorrir

vou amar

e entregar esse elixir

esse ópio que já vês desde muito atráz

desde muito além do que fomos

irrequietos sem noçao certa

perfeitos em zona incerta

c´est un monde à l´envers où on regarde tous de travers

não busques mais

não desejes de mais

assim virá o sentir

assim sentir será viver

vamos parar sempre ao norte

até que o norte deixe de ser norte

e esse amar de ser morte

só poderemos amar-nos sem treguas pelo meio

sem travas nem arrastar de penas

de penas que por fim deixam de ser éternas



Desabafo de um lunático

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A arte de escrever como qualquer outra arte drena as nossas forças interiores para um mea culpa constante de absolvição das nossas penas.

Passei por muitos e sistemáticos black outs no qual durante meses me questionava a razão desse sonho de ser escritor, poeta e actor em breves delírios de grandeza por um momento. Às vezes esse sonho tornava-se e se torna tão painfull que nem umas reconfortantes lágrimas de reconhecer-se interiormente uno e sincero consegue aliviar este horror diário que afunda as nossas realidades para esse marasmo económico no qual os nossos queridos líderes nos hipnotizam como ovelhas amestradas nesse sistema de novos nobres que vulgarmente conhecemos como políticos. Por muitos pareceres de gente capaz e formada, a situação será sempre a mesma hipocrisia e falta de ética para com a base social que somos, tao absorta como activa que pode ser.

Com muita tristeza e raiva, a mistura contemplo, a deteriorização deste mundo que nos soporta, ilhas de lixo flutuando em quase todos os oceanos, guilds de caçadores gozando e galvanizando a sua Hombria por chacinar faisões e coelhos criados em jaulas e soltas nas suas propriedades privadas e mesmo gatos domésticos que por instinto se infiltram nesses bosques de perdição, ou mesmo olhar para bosques inteiros ardendo para o deleite de especuladores que querem apropriar-se de terrenos outrora verdes como a cor de limão que rege esse meu coração.

Centros de saúde e sociais sendo fechados em cada pestanejo, assim como políticas de austeridade na qual a educação, a saúde e o desenvolvimento de investigação tecnológica são recortados para uma não menos extensa classe que usa o visa gold colectivo para viagens, hotéis 5 estrelas e novos Audi A4 avant line full equipé. Um mundo onde se atropelam os direitos de cada um para que um mercado controlado por orgulhosos tubarões mesquinhos e filhos de uma mãe menos valiosa que uma meretriz bíblica.

O $ será sempre protegido para esses usurpadores que nos representam supostamente. Não consigo entender como se pode massacrar a própria população como acontece impune na Síria, como um suposto rei de uma suposta monarquía constitucional vai de lazer assasinar impunemente elefantes, como elementos de partidos utilizam cargos e influência para licenciaturas sem o mínimo esforço e menos competência ainda, como uma deputada de um partido outra vez supostamente democrático se grita um Que se jodan a desempregados a quem reduzem a sua prestação apesar de terem trabalhado para usufruir desse direito, e os reformados que vêm esses dois tão essenciais subsídios extra serem extinguidos supostamente por um tempo. Voltarão mesmo essas prestações?

Temos todos os recursos para salvar este planeta e repartir essa riqueza do 1% entre todos...

Mas continua sempre a ser o camponês um escravo e os manifestantes carne para canhão e special training a esses polícias de choque lobotomizados. O roubo de fraldas e leite na mercearia da esquina será sempre castigada pelo duro braço da lei enquanto esses cabrões filhos de uma grande donzela continuarão a sair impunes e com cargos frente a entidades públicas e institucionais para continuarem a sua política de tachos e louça de cristal para os seus associados!

Não posso! Não podemos deixar que tudo continue impune... As lágrimas continuam sem parar e gritarei sempre contra a injustiça para que uma moral e uma ética social se instaure.

Essa soberania e poder que dispõe essa gente vem de um contrato social, se o social se perde nessas instâncias, nao terei nenhum remorço quando finalmente o povo questionar esse contrato. Que o Pais pare, que todos os Países parem por duas semanas,um mês ou meses. O social será sempre o todo!

A soberania e a decisão são a arma do Povo!

PS: Desejos para um mundo sincero, se me disculpais, vou-me retirar para mais um mea culpa lírico e desconhecido desta vez.

quel pauvre con

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

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um anao not so sweet soltou das suas...
entre às banalidades quotidianas e outros nao sei o quê, a liberdade desaparece em mais um rasgo de pele. a táctica é simples e assim costumam fazer.
Voltamos de ferias sem pachora para nada e amanhá já é uma sensaçao de segunda quando devía ser já e presente de uma sexta feira - já passou.
Estamos na rotina de sempre. um acordar como qualquer outro de segunda. Um what a fuck que ecoa entre linhas que vao desde um toque de despertador até ao café relax de I´ m desperto. umas passas num cigarro. um olhar sobre o horizonte sem saber a razao deste instincto e o dia estará por começar aussi calme que toujours.
Os passaros com os seus quotidanos monologos matutinos agitam, a sua maneira, um vivo sentir onde apenas humanos circulam em ruas desertas por uma hora, das 6 as 7 para os mais distraídos de entre nós. E já caminha-se para um autocarro ou metro que nos arrasta para o centro, the factory que ocupa el tiempo que debíamos perder, entre nós a cultivar ou a vegetar. Entretanto um gadget nos faz viver urbano e cair na realidade. Tudo normal?
Aparentemente a liberdade foge para um twiteia-se para alegrar o dia
- Roms Expulsion!
Nada é supostamente normal! algumas cabezinhas começam o dia a limpar a casa.
quel pauvre con ce tipe!
Em grito mudo permaneço por um tempo... aparentemente what a fuck 'r' we accepting!


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nota

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

afinal tudo é fútil!
tudo evapora algum dia... resquícios de uma vida em normas que já não fazem sentido
e de novo a esperança de um novo amanhecer soulage son coeur
dentro de um splish tudo será novo
bendita amnésia
I am reborn

à parte

sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Não me interessa a felicidade de todos os homens Apenas a felicidade de cada um e de cada ser vivo que por aí andam

no further

q
u
e
s
t
i
o
n
s

No more questions CAN I EXPECT ...

Vian Pessoa Rimbaud Vergílio Ferreira Camus Sartre

Al Berto Cesariny Heiner Muller
Prevert
Hemingway


Ainda esperam que tentemos escrever algo de belo

Maupassant



Caio muitas vezes na lástima miserável do que sou aqui no meio de vós Sou nada
Sou o luto da vida que anda por aí Acolá Ali sou menosprezado adorado até a medula e nada Nada passe nada aconteça nada enlace Esqueço e esqueço aqui no meu scanner que sofre e que no fundo recai na sua demente sad life de melancólico Excêntrico existencialista Snobe ultra direita mais que direita
Mas só me interessa mesmo a blue melody de ser um génio que a vida castigou não sei porquê
Por nada


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texto deslaxadamente posto

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

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desejo um incontornável desejo de deitar-me ao solo
ouvir o teu bater
sentir uma chama que me impulsa latir umas linhas que derivam nessa arrogância de ser eu
yogar fundo
libertar e ser libertario
freaze my soul
dentro de nada será noite
saudade
dentro de nada sera noite

doar-se é matar-se lentamente cozido em delicatessen repasto de amargos e crueis devoradores de sonhos
Nunca
nunca antes te desejei tanto...reminisciência que me espera

uma linha ténue separa a realidade da sombra em que me afundo entre sabanas deslizando way to the eliseum dream
lá fora tudo normal
por dentro umas ruinas (des) soterrando-se da pena que se m´ofrece
em frente, por outro lado, se vislumbra a incertitude de ser-se um ser mais à deriva

je regarde la mer...
je garde toujours un goût âmer...
vivo nessa realidade
vivo nesse conforto que me suspira em cada linha
dentro de nada será noite
saudade
dentro de nada será noite

em mil desejos espero uma irrupçao de escombros de um mundo que já cesse de encontrar-se
na rua semi deserta
circulo
aparentemente só
incrivelmente melancolico desaguo uma gota na existência que tarda a pronunciar-me
desejo essa vida que me espera
anseio essa vida que não terei
com um egocentriko desejo de writer abandonado em sua propia orgia de vaidades
queridos pares... abandono-me
dentro de nada será noite
saudade
dentro de nada será noite

é como abrir-se uma caixa de pandora e ter a confirmaçao que tudo é emptyness
é olhar para essa escarpada falesia alma nuestra y dejarse correr
correr imovel
parar frente a yellow moon
ke vejo ke sou ke serei e tantas outras banalidades reminiscentes povoam este meu hangar outrora um cemitério verdejante
contudo obra-se
justifica-se que de nada serve estagnar
dentro de nada será noite
saudade
dentro de nada será noite

e assim de repente uma melodia se torna em processo de vida
one trully feeling of hope
tudo se apaciguará nesse desejo realidade
tudo deslizará nessa linha contínua descontínua que nos sensibiliza
nada mais importa
nesse refrao que é a noite
a saudade perfile-se como a única bela verdade de existir

....for now on I´m almost complete
dentro de nada serás eu ou um breve suspiro que sussurou.





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Mais um extracto de NoteBook

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

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10)

A todos my beloved friends

A todos que confiam em mim

Tenho andando desleixado e indigno dessa confiança sem entraves que me concebeis.

De inovação não vejo um ponto neste caderno de sessions ambulantes

De lirismo nada de novo que faça girar a terra mais que a sua própria gravidade

Desleixado me refastelo ao sol, aqueço o corpo como um lagarto em horas mortas

No pensamento estou ancorado no ontem que me brutaliza a ordem do dia


Não deveria ter sido uma besta

Deveria ter mantido a delicada candura da margarita que balanceia ao vento

16 horas passaram e ainda ainda não consegui matar a raiva que me vulgarize

Estou perdido neste túnel sem luz nem esperança


Walt... Frederico... Arthur

Terão passado vocês por estes tristes black out?

Ao contrario de vós não tenho o génio nem a síntese de beleza na veia que conduz a minha lira

Mais de nunca, ontem vulnerabiliza a minha capacidade de agir

Em vossos braços entro no último conforto que me resta

Neles a minha hora morta ao sol terá sensibilidade de ser...

Mais ainda...

Será uma utilidade de ter sem proclamar nem supor .... A única verdade que nos guie ao som do vento e das gaivotas

Sem um fim no horizonte – o caminho torna-se um prazer

Assim como a tua retina irriga um oceano digno para afogar-se


Trully friends of mine

A pedra permanecerá para contar esta fairy tale de engomar

I' m such a lazy bastard






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15) extracto de Misha NoteBook

terça-feira, 17 de junho de 2008

Triste panorama para contemplar

Está tudo louco!

They're all insane


O homem é como o oceano

Amargo e cruel... Bondoso e livre como o ar que respiramos

Nessa imensa colecção de escolhas que o deprime

Como sempre a mais simples e menos eficaz escolha se perfila


Money rules they say


Os de batina e colarinho clamam por pobreza e partilha quando nem sequer partilham a sua riqueza

convencem-te a investir nas suas obras...

Mas como dizem o custo será pouco...


Algo maior que esse custo me revolta...

O controlo que se exerce sobre os oprimidos

Não há nada pior para o homem que ser sometido a uma vassalagem ideológica


O homem como o oceano é livre

Assim deve permanecer


Por outro lado...

Inquieta-me la pauvre Marianne constament violée para ce pauvre con de Sarko

Entristece-me a Berlutalia de campos de concentração e expulsão

In UK tenemos el gordo Brown mas não interessa

In United States the hope returns to black Obama

Espero sinceramente que não se vende às industrias de armamento, de farmacêutica e seguros médicos

We really need a change in Sam fucking land


De resto nas noticias morreu Yves Saint Laurent e toda a high society estava presente, excelentes canapés, musica Callas y de resto que coño importa...


Como dizia o Homem é como o Oceano, tão grande como bem mais de até onde se pode ver

Às vezes avistam-se faróis, indicam um caminho mas não impeçam uma deriva por correntes de sensações que desconhecemos


Na vida apenas sente-se e vive-se


Money rules converte cada vez mais adeptos nessa luta por um lugar ao ouro

Cada vez mais oceanos morrem

Cada vez mais a morte sai a rua vestida de verde, azul, roxo e todas essas outras cores que porta Misses Lady Coin

- moeda que nos corrompe...


Vou manter-me out desse desastre

O meu oceano e o seu lugar ao sol dizem-me ao ouvido que tudo o resto é supérfluo

Dentro de mim tenho um oceano de vida pronto para oferecer




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13) extraído de Misha Notebook

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Já não se vêm abelhas...


Isso entristece o meu espírito

Como a abelha desaparecerei sem que notem a minha falta


Sinto-me acossado



Observado

Sinto-me um target de uma fera desprezível e opressora

Esgoto a minha paciência

Perco o sentido de amar


Ke vulnerável sou


Não haverá conflito! As usual order must prevail

Como outros morrerei com a verdade entre os braços


Uma ordem e progresso hipócrita se desenha but my days are gone

Brevemente deixará de haver flores

Ça me déchire...



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12) Extraído de Misha NoteBook

sábado, 17 de maio de 2008



Noite
Entregámos-nos sem interesses ao desejo de agradar
Mas a flor não é tudo
Julgando teu aspecto a comunidade te rejeita
Cinicamente admitirá que abras o circulo
Rir-se-à contigo deixando claro que o teu lugar é below
Maldita comunidade neo burguesa que continua a travar a revolução de igualdade
Essa revolução que deve prosseguir a sua marcha

Ignorância desvela o preconceito

Falta de talento ressalta a hipocrisia

Esta noite no meio destes neo burgueses me sinto aparte
Excluído com o recanto do olho que vigia os meus passos
Nada a fazer!
Nem um abraço salvará esta noite!
Com estes neo burgueses ser proletário é o mesmo que ser leproso

Respiro tranquilo
Dentro de tempos o preconceito será uma imagem de antanho
Tudo muta!
Obstinado é manter-se imóvel na razão e esperança
Tudo inova queridos neo burgueses...

Na noite, vocês não passam de pequenos círculos separados entre si
Umas ilhas entregues a voracidade das águas oceânicas
Podem mentir!
Dizer que me amam
Na retina de vossos olhares a verdade shall always be vista
E nós como ervas daninhas povoaremos este mundo que é nosso
Em cada um de nós está a força

Sabemos!...
Sabemos que uma flor terá sempre mais pétalas que lâminas
Sabemos que cada homem é igual e amante
Sabemos que o sangue é vida
Sabemos que à agua é o futuro e tu um bonito sol que desperte

Assim continuaremos o rumo até que os campos sejam nossos
Até que o amor seja livre
Até que se deixa de julgar

Que te parece?


No horizonte haverá sempre um arco iris, uma esperança, um farol que de vez em quando nos orienta...



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11) - Extraído de Misha Notebook

sábado, 10 de maio de 2008

A genuinidade de ser é uma força
Uma inspiração que do nada espontaneamente nasce para nos guiar entre esses tramos de vias que desconhecemos
Assim volto para a casa cada fim de dia com a necessidade e o vicio perene de conseguir algo que me cativa...
Algo que me sorri espontaneamente genuíno
Assim vivemos entre às luzes da cidade
Entre um sorriso e uma oferta de um estranho retomamos o
sense of life que nos define
Quanto obtusos somos para resistir a esse desejo de doar-se


Todas às quinta feiras renasce em mim esse desejo de ser artista for one day
Esta forma de contribuir para a mais subjectiva entrega de si próprio
Espelho nos olhos...
Sentidos na pena...
Na alma um ardente desejo de ser amado


É como caminhar rente ao mar
Sentir o seu eterno sexo com a terra que o retém, expulsa e chama de novo
Nessas águas a sensibilidade circula ao longo do horizonte que imaginamos


É o nosso momento!
É acreditar que a planta crescerá mais e mais
É não baixar-se de aí
É delirar constantemente entre amigos que acabam de conhecer-se
É a liberdade de dizer amo-te ao amante que tomamos por granted



É tudo...
É isso e tudo o mais!


É nascer-se baixo a descomplexiva leveza de ser
É amar e sorrir na genuinidade de ser-se único
É na suma!
Esperar que genuinamente te seduzem


De resto... Em noites de quinta feira todas as artes são partes


( To be continued )





Extracto de NoteBook

sábado, 26 de abril de 2008


As nuvens rastejam rente ao monte que cerca a cidade
Suavemente dançando deslizam apagando essa réstia de horizonte sem fim que entre espaços se contemplava ao nosso olhar
Que pequenos tristes homens somos!

Tento encontrar o íntimo de ser-se
Mas nesse espelho não se vislumbra mais que a minha face deformada
O cansaço alonga-me o queixo nesta face em que mal se denotam olhos esmagados pelas pálpebras tão intensas como desleais companheiras

E....
E...
Tudo circula a minha volta
To run non stop parece ser o lema desta correria desenfreada para um safe place que todos sabemos não existir...

As nuvens rastejam sobre a terra que me cerca, ocultando o horizonte que lá em frente...
Sempre oculto, mas presente, sorrirá amanhá.
Estou ansioso e cansado
Não sei se amanhá suportarei o falhanço de fracassar como um intimo reflexo de homem vivo
Deixo esta questão para o futuro... Por hoje...
Quero repousar no colo do meu amado
Quero sonhar até que o horizonte se proclame de novo como único fim a atingir.


Imagem:
autor da foto:jahdakine
'By the light of the silvery moon'
www.flickr.com/photos/23019891@N00/314603021

Extracto de Misha Notebook

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Tacteio a pedra de quartzo que me acompanha dentro de meu ser

Busco protecção para o que há de vir

Viver em poetizo é estar-se na deriva, entre frentes que se antagonizam

É ser-se uma erva daninha que nunca ninguém exterminará

É ser-se a verdade que sempre sai da garrafa S.O.S que muitos lançam neste oceano de amarguras supérfluas.

É gritar que se quer!


Poetizar é ser-se livre

A pura essência que nos nutre de esperança

É ser-se felino em plena selva urbana

É querer-se em ti, tu, aquele, aqueles que se nos dirigem

É sentir no remorse and no regrets


Poetizo-me

Acredito que a maldade não existe no seio desses filhos de Apollo

Desse leite goteja o amor em tudo o que existe e que existirá

Pois vive-se para uma causa maior que os outros nunca entenderão


De aí vem a protecção

Desse divino amparo dos Deuses que já esquecemos

Desse eterno abraço da mãe que o vive

Tudo está in and out dele

Uma folha que cai entre a exuberância estival

Uma abelha que chupa os lábios de uma tulipa

Um cordeiro que nasce nos braços de um pastor

Tudo dorme nesse leito


E ele

O poetizo


Inexoravelmente seguirá o seu caminho

Sua voz passará a escrever o seu destino fulfilled em campos verdejantes de silêncio

Não há nada que ele possa fazer

O iceberg derrete-se e o medo evapora-se

É urgente beijar a boca que te deseja

É urgente voar para a liberdade de cada um


De aí em diante


Poetizar-se será a sua noção do dia sussurrada pela noite



Uma filosofia

Uma razão para viver e viver-se




Rextracto de Misha Notebook

sábado, 12 de abril de 2008

Planet Venus before being eclipsed by the moon. As seen from Sharjah, UAE on 18-June-2007 20:05:13Imagem via WikipediaMoldeando o busto de Venus perco a noção da realidade que me cerca
É um amparo... Uma fortaleza confortável e aconchegante
Entretanto...
A chuva cai non stop
O vento trás em si uma fria faca polar que rasgue fendas dentro de costelas, fémures e omoplatas usadas diariamente sem manutenção nem descanso.
Tenho 29 anos e estou cansado
Cansado de cada dia ser a mesma historia
Cansado por cada historia ser apenas uma versão

Fecho os olhos e escuto a vida
Que resta por redizer?

A flor que brota por um olhar indica-nos o que há por fazer
Libertée sans excéption
Prazer a flor de pele e amor ao vagabundo que entre jornais se aquece com essas noticias de um mundo que o renega... Uma maldita society que o esquece...
O nosso lixo é a cama do excluído
O lixo do excluído é a nossa redenção!
Busco sentido!...
Silencio e sentidos nesta pauta musical que tento compor embora não sabendo onde se dirige esta ira ou desabafo que me escreve
Quero um mentor
Quero um caminho de qualidade que me define.
Estou só.
Alone num cubículo de incertezas
Que fica por fazer?

I'm so depressed...

Misha Notebook

sábado, 5 de abril de 2008

Revivo na noite
Poetizo nesse colo que Luna me oferece
Na noite a maior parte dos rapaces não vê nem sente
É nessa segurança quase pueril que me olho no espelho
A dupla realidade desse microcosmos que me compõe expia-me de todas as atrocidades que pudera cometer agindo fuckin' wrong
Desculpo-me a mim mesmo
Sou assim de senil

Amanhá quero que me sentes como uma suave brisa que te reconforte
No harm. No bad feelin´.
Só o reconforto com uma arvore na mão e uma flor na boca que te beija.


Extracto de Em busca ( part two final) Lyric Intuition de M. K.

sexta-feira, 28 de março de 2008



Ilumina liberdades!
Expressa-te!
Futuro que ri
Arvore que germina
Que deparas debaixo das águas oceânicas?
Na baía tudo está calmo...
Como em uma fotografia de outros tempos
Que me deparas Vida?
Vida que sinto a flamejar transparente no eco do horizonte
Espero-te... Sorri-me de novo...
Cobre-me com esse manto de terra permeável
Com essa crosta de musgo vivo
Ampara-me...

J' ai vu le dessein

Agora!...
Tudo me parece diferente como em outra mente

Tudo o que fizer é uma doação ao Universo
Ao meu berço como Homem
Ao ar que vivo
À agua que me conduz à inspiração
À terra que vibra a meus pés
A todos os seres que partilham e compartilharão indiscutivelmente comigo a beleza da existência
Sou um mero expectador...
... Sou um mero sonhador...
Sou um mero escritor...
A riqueza provém dessa observação
A riqueza é partilhada
Desfazer-me dela é a questão
Queimarei todas minhas mansões e tesouros
Tudo para manter essa minha depressão



Mea Culpa Extraído de Censurável

segunda-feira, 17 de março de 2008

Symbol of the three Abrahamic religions.Imagem via Wikipedia



Humildemente disfarçado em Nick Cavizante som de uma árvore em luto negro... Fundo presente de algum canto de rouxinol urbano onde o melro negro da astúcia é interrompido sucessivamente...
Pelo chilrear exótico do periquito
urbanamente dispensável...
Como o andar urbano em trânsito de poluição sonora...
Eco de...
Matem-me urgentemente.

Vigio os terraços. Os telhados e as varandas da minha visão na indubitável melancolia que se dissolve na beleza de uma lágrima nostálgica de estar vivo...

De ser levado para a alegria de sentir o pulsar da escrita natural ao ritmo do tudo universal em comunhão de bens comunitários no meio desta arena desenfreada e grosseira de analfabetismo mental e cósmico para com a arte suprema.

In natural meaning of life.
Bebi o elixir amargo da rosa vermelha do meu encanto disfarçado sob a mesquinhez ingénua dos meus actos espinhosos perdidos no infinito moral de uma mente sob a negatividade excessiva de um delírio kármico...
De um intrisico suspiro marginalmente melancólico e vanguardista do tudo nada perfumado... Natura exacta da minha confusão rasca de cachorro abandonado nas ruas autênticas e sombrias de uma chinatown desfigurada.
Desfigurada em local de refúgio para o dreamer inconformado sob o olhar divinal da eterna amiga.
A omnipresente coruja cúmplice a minha retina sob o canto de cuidado, tem cuidado... Letra da indubitável essência do cognoscível incognitamente presente no ficcional mundo de simples desejos sinceros em não negar o mínimo sinal do teu socorro...
Vi demais.

Grito desculpas inúteis para disfarçar as minhas mágoas de um socialmente e residual estatuto de pobre improdutivo mental...
Sem por aí dizer de impróprio produtor vírus in success provisório na ilusão de um sonho mágico em terras de primavera em ascendêncial sabedoria.
Viva marcha continuada pela praça da concórdia espalhada em todos os sensores ligados ao meu altar neuronal em disfunção crescente:

Alivio racionalizado em beleza intrinsecamente estranha ao luar da minha razão.

Peço desculpa pela minha animalesca capacidade de odiar e amar o que me rodeia. Gozo os prazeres existenciais que me são oferecidos assim como me isolo na solitária ilha de ingratitude...

Pedaço de terra e rocha febrilmente originado pela inutilidade de agir contra as ágeis manobras de diversão sensório motoras de um sacana chamado brain.

Peço desculpas por tomar a coruja sobre o meu ombro e aclamar a noite como meu cemitério vivo... Espaço donde invoco a presença de todos os meus mentores improvisados na ficção Graigoriana do meu computador de asfalto... Onde desculpo-me mais uma vez de ter nascido numa altura irremediavelmente errada...
Mas onde fascistamente se pode subir ao cume Evereste do absurdo vaginal da in loco visão do belo adormecido monstro do lockness... Exposto em parques de exposições culturais em choque...

Importa-se que lhe sirva um aperitivo teatral?

Sou um estranho, mas não na noite.
A coruja ampara-me pelo grito sério da razão onde o felino passional me guia para a existencial fatalidade de vidas que não renego.

Questiono!

Pergunto exaustivamente até que uma réstia factual de puzzles se possam tornar na complexa destruição do tudo ou nada que possa existir.
Procuro desmitificar tudo ou talvez simplesmente não consigo entender a minha abstracção racional dos mundos que me rodeiam e rotulam para o estatuto autista de coitadito adormecido pelo stress oxidificante da cidade neuronal de escala asiática que emerge a olhos vistos...
Reprodução em massa incrustada na ponta do meu cigarro inacabável ao luar de Cipião o africano.

Aclamo a chuva e os ventos para comungarem tudo o que está para vir.
Mas estes não devem amar-me muito.
Aparecem de vez em quando no fundo do meu retrovisor mental mal direccionado.

Peço desculpas por não ser o que desejam de mim, serei apenas um figurante nocturno.
Ser um pouco um tanto caricato e estranho na luz do dia...
Resplandecente ao luar da razão negra do futuro social e mental da nossa next generation...

Generation debilmente alegre e adormecida pela crescente monopolização económica de um saber burocratizavel em train stations...
Train stations de inúteis razões de escrever algo útil ao meu mas sobretudo ao teu olhar de cachorro vadio em plenas ruas de uma Chinatown sombria pelo cognoscível belo canto da coruja...
Aquela minha amiga em memória latente de um sonho em campos de minas de rosas espinhosas... Devoto local onde monologarei o meu nojento Mea Culpa de inútil para a sociedade de empacotamento racional.




extracto de Politikoide ( ensaio teatral )

quinta-feira, 13 de março de 2008

Ría de Vigo (Sight into the harbour, that takes its name from the city).Imagem via Wikipedia( Mariane ri-se e fica a olhar para Vigo e Porto sentados e a falar entre eles)

Mariane

Estes dois fazem-me rir... Não sei acho piada.
Soledad
Si... Tienen un aire de gamberros.
Sofia
Então Maria é para hoje o charro? ( Mariane cai em si e acende o joint) E então Mariane como está a tua mãe?
Mariane
Como sempre. Viciada em calmantes mas cool como sempre.
Sofia
E porque não lhe dás maría?
Mariane ( Ri-se)
Já passou o tempo da juventude... Agora já se converteu numa respeitada dona de casa. (Ri-se)
Soledad
Tu madre no es nada una estrecha. (Ri-se)
Mariane
Nunca o foi havias de ver as fotos dela quando era jovem, uma verdadeira hippie... E não te falo das fotos quando estava barricada na Sorbone. ( Mariane passa o charro a Soledad que dá umas passas e o passa Sofia)
Sofia
Bonitos tempos aqueles. ( Dá umas passas ao charro) Esta merda devia ser legalizada, não sei qual é o propósito dessa estúpida lei que proíbe fumar drogas leves... As pessoas fumam e vão continuar a fumar!
Soledad
Si e esta mierda de poner todas las drogas en el mismo plan. Joder que hagan una campaña a decir lo que son, lo que hacen y nos dejan a nosotros decidir, coño. Hijos de puta... Fachas de mierda!
Mariane
Sim tens toda a razão e o que é triste é ver o que fazem no Centro H . Ao lado de casa tenho uma cena deles, haviam de ouvir... Fazem-nos cantar cenas debilóides, dão sermões católicos... E tenho uma amiga a quem até bateram e disseram que estava louca e possuída. Algo tão medieval... E os pobres saem de lá não sei como...
Sofia
Lobotomizados. (Riem-se as três)
Mariane
E o pior podem recair com facilidade... Preferia deixá-los nas mãos de psicólogos desde que não estivessem vendidos ao sistema e que realmente pensassem em ajudá-los... E são tão atrofiados e sem auto estima, vê-se que não regulam bem... É essa merda da neo evangelização. Já o fizeram com as prostitutas, com os pobres em outros tempos e agora com os drogados.
Sofia
O que queres têm que encher as lojas de alguma maneira. Ou não estamos a falar da maior e melhor franchising do mundo. ( Bebe um trago de escocês) E assim o estado lava as mãos e eles tem novos adeptos. Religião não é o ópio do povo.
Mariane
Sim religião, fado e futebol, o resto que se foda!
Soledad
Solo sé una cosa, que todos los amigos que conocí y que eran adictos a las drogas duras, la única razón que les hace no recaer otra vez es la maria.
Sofia
Pois sim... Também sei isso de amigos... Esta merda de Estado hipócrita não se rende a essas evidencias. Agora só nos faltava um estado paternalista... Como proibir fumar, que legislam para que as tabaqueiras não viciem o tabaco, que não ponham alcatrão, polónio, nicotina e todas essas merdas.
Soledad
Si que hagan un tabaco menos prejudicial posible, coño. ¿O es que son tontos?
Mariane
Não são tontos, só são vendidos aos lobbies e nenhum partido quer molhar-se, a não ser os pequenos que seguem fieis aos seus eleitores e ideologia.

( Paulo volte e serve uns bolinhos e pasteis )

Extracto de Saída

quinta-feira, 6 de março de 2008

c. 1868Imagem via WikipediaII

Flashback.
Escrever é como beber uma cerveja em qualquer lugar, mas infelizmente a maior parte não consegue perceber isso. Se o amor não é uma comédia. Então prefiro retornar aos meus segredos de infância perfeitamente emoldurados no meu escritório ficcional à deriva algures... No espaço... No tempo... Na acção de viver iluminado ou não.
Como já tinha dito ia partir desta cidade mas antes tinha que revisitá-la turisticamente por uma última vez... Uma última e final de vez sinto eu. Mas sinto também que voltaremos a ver-nos neste mundo pequeno demais ao nosso ego titânico de viver livre no pensamento e na memória.
Sem as nossas leis e o nosso cinema que será de nós neste emaranhar de prédios compulsivamente hediondos. Saí de casa. Desci saltitando as escadas do prédio completamente abandonado a exclusão social. Não há condomínio e a maior parte dos inquilinos ou são doentes idosos, famílias de baixas classes sociais, além de emigrantes do leste ultimamente muito em voga nos noticiários e até em cimeiras europeias penso eu. Cheguei à rua. Caminhei pelo traçado de betão até uma caixinha stop de autocarros onde aguardei um para me levar ao primeiro destino do meu adeus.


Extracto de Em busca ( Part Two: Final ) de M. Kula

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Blizzard in Covilhã - PortugalImagem via Wikipedia



If you fall... Get up!
...
A Estrela protege-te
O transeunte sorri-te sinceramente envolto em tuas asas de querubim caído
Não o deixes!
Pois és puro... És a agua que vitaliza a raíz da Vida...
O ar que enche os pulmões de esperanças
ÉS o rodar do tempo
A permanência de nossa essência...
O sensível retrato do Eu
Amado artista... Destroce prisões erguidas
A Vida... As Vidas... Nós!
Sempre te protegeremos!
Sê honesto e sincero na luz que guia a tua obra
Não esquece que sempre há um amigo...
Sempre há uma razão
Sempre há algo
Para sempre
...
If you cold... We warm you up!