Os homens nascem iguais no esgoto ( Extraído da obra Censurável de Misha Kula)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Não resta mais que fazer vas tentativas exploratórias neste oceano fíctil onde apenas se contemplam paisagens castradas pelo Money do nosso desenvolvimento rasca, onde a eterna profundidade da Alma se dissolve na opressão do mercado... onde whitout money vales nada.



Vales nada mesmo que o teu sonho se resuma em ajudar e maravilhar e amparar o mundo no abraço fraterno da igualdade... ou simplesmente sorrir-se na esperança de atenuar a supremacia dos business masters que espalham por todo o lado a filosofia do sorriso, aquele sorriso que vale a good milion $.




Charlataes.

Hipócritas.

Parasitas.



Aves necrófagas centralizadoras de um sistema desgastado pela corrupção do mercado onde está tudo para venda.



Olá precisam de um... Ah... Um corpo... Fifty $ per session... Ou desculpe mas se é a Alma que tem para me oferecer esquece e prossegue, vender a Alma ao Diabo já não é novidade e já faz parte do passado se me entende. Cada um tem o seu preço. Nada mais. Tudo à venda.



Somatório global de milhões e milhões e milhões de usurpadores de bens comuns que levarão ao fim do sistema. Terra à venda. Democracia em perigo precisa renovar-se... Cada vez mais oprimidos... Realidade castradora ainda não dissipada...



Nuvens de aproximação de um holocausto social paira no ar.



Amo a Democracia. Amo aquele estado de espírito, aquele estado de espírito que vocês sabem, aquela Democracia verdadeira... Aquela utopia que conhecemos... Democracia como religião... Igualdade de oportunidades... Igualdade de direitos...



Aquele Éden de concretização irremediavelmente longe.



Parece que inerente à concretização está a ambição e por ambição espezinha-se o outro voluntariamente.

Nonsense.



Fascismo democratizado de merda. O eu sem o outro não existe. A Humanidade teve a mesma génese. Descendemos do Macaco e não de Deus. Somos sociais e não autoritários.



Ainda hoje revolucionários são calados e encarcerados por muros de indiferença acabando em depressão senil em manicómios esquizofrénicos que afogam as suas mentes na escuridão do futuro que lhes é negado.



Não vale a pena lutar contra os interesses dos nossos senhores de perdição capitalística.



For sale.



Vendemos tudo. Vendemos a alma. Escravatura e prostituição é o nosso dever perante os nossos bons valentes masters defensores da democracia e do nosso bem-estar económico que nunca vem. Nada de ilusões.



O desenvolvimento aqui será sempre apenas material e nunca cultural. Somos e seremos sempre o parente pobre da comunidade europeia que ainda não conseguiu erradicar a sombra do seu passado fascista.



Viva o Estado. Viva o Sistema. Morte aos revolucionários.



De que serviram revoluções? De que serviram para além de fortalecer o capital interesse dos opressores ignorantes. Dizem-se ainda promotores do avanço civilizacional, mas se fossemos honestos ou sinceros, poderíamos classificá-lo de retrocesso.



Espero que a história se repita e novos Panchos Villa. Che Guevarras. Cristos e Gandís... Reapareçam para promover a igualdade dos Homens ou se for necessário apelar pela ajuda de Deus e um novo dilúvio.



Dilúvio esse que corroí a minha mente revoltada.





Robinson Crusoe !!!! Não deixo de pensar a sorte que o sacana teve por desfrutar uma ilha inabitada pelo Sistema. Facto que o levou novamente para sua condição de Símio.

Condição de Símio que nunca voltaremos a ter.



J´ai trente ans j´ai vingt ans où peut être cent ans

dans un jour une fois plus tard mais qu´importe

on se retrouvera dans la même maison ( Têtes Raides )



OS VERDADEIROS ARTISTAS...da nossa cultura: Acordar Tarde

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

OS VERDADEIROS ARTISTAS...da nossa cultura: Acordar Tarde

Gostei deste blog. Um espaço a visitar.

Merda de mundo

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Quando nascemos choramos. Dizem que choramos porque o ar entra nos nossos pulmões e esta sensação nova e estranha faz-nos chorar. Chorar também por que não sabemos nenhum idioma e essa é nossa primeira maneira de expressar-nos.
Passado tempo continuamos a chorar... Passamos a puberdade a chorar e quanto mais crescemos aprendemos a disfarça-lo, a chorar internamente.

Os bebés choram pela simples razão de dizer-nos seus bastardos filhos da puta! - Eu não queria vir. Eu não quero fazer parte da vossa espécie de merda.
Simplesmente a isso corresponde o choro.

O grande Homo domina o mundo... venham todos elogiar as suas façanhas. Já não domina a tecnologia do silex mas agora navega pelo espaço, sim o espaço... Esses oceanos do futuro e nosso futuro. Não basta com foder a terra, agora foderemos o espaço. Esperem para ve-lo!

É triste ver como tratamos os recursos da terra, como encasilhamos em reservas os animais selvagens ao estilo americano com os nativos índios. Quê? Têm o seu espaço, isso é lindo mas até quando? É agradável ver bahias com golfinhos atracados a espera de ser chacinados nesse tão evoluido Nipão. É tão bom saber que em restaurantes chiques da zona posso comer costela de leão, bife de crocodilo e porque não testículos de zebra ( se me podem trazer a virilidade do primo cavalo). Já não basta testarmos em animais para dar a esses vazios de cérebro e alma esse creme do que porque não valo nada e porque não o mereço de dior e l'oreal e companhia... Mas agora temos que servir-lhes leões ao jantar. Mas é para uma boa causa dizem eles... é para preservar a fauna.

Para uma boa causa choram os bebés. Não querem fazer parte deste mundo desigual, desta terra Homo stupificada. A terra não tem donos!

Mas não há problemas os que nos governam tem a solução... Baixar os nossos salários para que não nos preocupemos com outras estas coisas superficiais... Por outro lado a igreja aqui donde vivo está a pedir contribuições na televisão com anúncios branco mais branco não há, que se fodam tiveram 2000 anos para fazer algo e só fizeram merda.

E agora meus amigos a chorar...

Extracto da Obra Reverso ( parte 1) de Misha Kula

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O som da tua voz é belo e pacificador mas até a voz da morte pode ser assim de belo e calmo

É adoptarmos realidades e somarmos todas as realidades da nossa vida


Nos perdidos autobiográficos quotidianos talvez algo permanecerá para dizer e clamar bem alto o nosso breve momento de revolta onde deslizará o nosso nome Identidade no meio de letras e letras coladas entre si num puzzle de inteligência artificial

E como tu o dizes há dias que de manhã canto há dias que de manhã penso... Há dias em que de manhã sorrio e todos os dias digo-te Há um ar de amor na manhã

Amor de amanhã


Estarei paranóico tudo aponta para o caminho senil da minha escrita de free lancer impertinente frente ao sistema controlado e fechado na boa ordem escrita onde a beleza da terra talvez aí não reside

Foi encontrar a razão no grupo de las noches jazzísticas ancoradas algures no soho do meu scanner de writer damed by its own fuckin´ pride



A Estrela - Extraído de Lyric Intuition de Misha Kula

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Onde está aquela estrela?

Aquela que dizem que brilha lá alto no firmamento

Aquela que agracia os seus protegidos

Aquela que aquece os frios corpos em depressão doentia quando já não conseguimos suspirar


Onde está aquela estrela que nos define?

Aquela estrela que vive nesses anjos puros que cruzamos no nosso quotidiano

Que serve de antídoto contra lágrimas e tristezas que deformam a alma dos comuns mortais

Que vive naqueles que sabem que há que sorrir

Que há que lutar

Que há que proteger o mais débil


Nessas puras almas de luz e calor cintilante encontramos abrigo

Encontramos paz e conforto nesta terra firme às vezes árida demais para que cactos fluem no caminho que há que seguir

Planta o teu coração sob essa luz estelar e deixe crescer a arvore da vida

Sob essa luz amiga e com tuas lágrimas vivenciais

Crescerá folhas de esperança

E

O balanço de uma nova ordem que todos imploramos


Aí encontraremos talvez a tal estrela

Ela brilha junto aos justos e amantes que suspiram amor

Está na desinteressada ajuda ao próximo

Multiplica-se em locais florais através do néctar da razão livre


Free heart Free soul


Aprende a respirar com os iluminados da estrela

Aqueles que te amam

Aqueles que te protegem a ti e a todos


Nem todos temos o dom de receber essa luz

Somos o flashback de uma estrela

Estrela cadente

com raios perdidos na bruma do amanhecer junto a aquele rio belo


Recupera essa estrela que fomos!

Só o tens que tentar insistentemente acreditando nesse sonho

Forçosamente a arvore que nasceu da luz e da lágrima te guiará

Tente sempre alcançar esse fim


Nós

Os cadentes filhos

Choramos por essa luz cintilante

Queremos sentir calor with a litle tenderness


Dead Man ( extraído de censurável de Misha Kula)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007



I´m like a dead man walkin´ around the red light streets of a life in selfishness restrained... Restrained na inquietante estranheza da vida onde como tudo acabamos por ser levados à simples pergunta de why... why me.

Neste isolar continuo que é a vida o contacto com as pessoas que nos são próximas diversifica-se com mil e uma razões de serem relacionamentos abençoados pela conjuntura de um fluxo de energias em busca constante de regeneração kármica.

Trata-se apenas de uma visão questionável, aliás tudo é questionável nesta matrix sem controlo remoto...



A Arte transmite a vida de forma sincera e custosamente vulnerável...


A sinceridade do artista reflecte-se na sua obra e na comunhão universal que daí advém. Já podem ter ouvido um discurso parecido, já deve ter sido dito redito e continuará a ser dito neste caminho onde todos os ouvidos são tapados pelo reembolso fácil da arte sem interesse.



Da arte impertinentemente rasca e que nos é oferecida em parques recreativos sociais, afirmando-nos estes charlatães que ela representa a estética socialmente aceite como brejeira e sem interesse em aprofundar infortúnios sociais emergentes...



A obra simboliza o autor e a sua dádiva à comunidade de interesses circulantes na esfera alta de controlo excessivo do pensar... A rebeldia das obras é uma virtude e a luta pela igualdade social é prioritária...



Não podemos ceder à cultura burguesa sem esperarmos cair na patética sold transaction de uma holding bancária... Luxo necessário para se comprar uma máquina de escrever do século XIX para guardar junto ao Óscar ridicularizado de cifrão plástico em mediatização.



Na Arte tudo é permitido... Em principio... Caso a máfia local da Writtin´ Actin´ Dancin´ Institut não tiver já posto um olho no milionário contrato que dá a sinceridade ingénua do artista... Agracia-se uma galinha de ovos de ouro.



A sociedade deveria pertencer aos artistas e não aos mafiosos, tratando-se este texto de uma utopia sincera de um jovem artista em apuros algures numa cidade empacotada em valores de indiferença cultural.

Aclamo uma escrita que seja livre espontânea e sentida no mais ínfimo pormenor cénico à sombra de um iodine 10 000 voltes filtro vermelho... Onde escrevo... Escrevo este meu lamento onde mais tarde tomaremos um copo de sonhos em end of parking for lost emotions...

A pátria de Balzac pariu-me assim como a pátria de Bocage me acolheu e incentivou para a escrita mas deverei continuar uma vida a escrever escrever em várias línguas... Em várias pátrias... Em vários estilos.



Projectos e ideias invadem-me constantemente...

Pensamentos supérfluos talvez, mas onde há sempre uma réstia de sinceridade artística sinceramente posta lá para o mais perspicaz artista em germinação aproveitar talvez como escape para a fantástica caverna de libertação artística in natural exposition...



A natureza é a mais bela obra artística... É fabulosa nunca devendo ser destruída... Sou um ser urbano e prático mas não deixo de invejar o ser natural e sensitivo que comunga todos os dias com a mística realidade natural.
O ser que vive sob a astral protecção do sol... Da lua... Da agua e da terra... Guardiões da beleza intensamente perdida no interior longínquo do nosso ser.



Ainda estou em formação, aliás estarei toda a vida em formação, o acordeão frenético da existência está-me no sangue assim como o fado está na minha razão.

Perco-me incessantemente nas ilações reflexas de perguntas sem respostas, onde componho e sonho este meu recital de saxofone plus acordéon onde animo talvez algumas tascas obscuras.

Tascas esquecidas algures num quarteirão estudantil não muito longe de uma critica zona cultural de uma cidade ficcionada na neurótica concepção artística desta minha desconexa reflexão mental...

Reflexão em apuros algures no laboratório cinematográfico do meu desejo ardente em maravilhar a vida e a sua bênção em conceber-me.



Rimbaud brincou com a poesia... Usou-a e re-usou-a ao proveito da sua sensibilidade e génio. Não sou um Rimbaud mas este exemplo elucida-me bastante para desfrutar em todos os aspectos da minha réstia de génio adormecido para brincar artisticamente e acima de tudo ter a sensibilidade suficiente de cativar o mais terrível dos caminhos da existência humana...



Um caminho onde não terei reconhecimento mas a sensação de ter feito algo de util e minimamente universal intencionalmente posto em meus actos e feitos de simples dead man walkin´ around nesta galáxia de exploração ficcional de uma mente sensível ao abstraccionismo latente de uma mente terrivelmente levada para o turbilhão artístico da existência...



Não tenho a Arte de Miguel Angelo... De Stanley kubrick... De Hemingway... De Albert Camus... Mas caminharei sempre no intuito de honrá-los pelas suas identidades.



Tenho um forte desejo de conhecer. De aprender e difundir várias culturas. Aliás tenho uma fome terrível em objectos e cenários que me permitam uma evasão instantânea para o nirvana ficcional da beleza plástico/escrita.

Talvez seja essa a razão de ser um dead man. Talvez já morri para a existência banal de vidas em betão armado para voar nos céus cinzentos de uma realidade artística que talvez me levará a imortalidade sacra de existência perdida nesta arte burguesa.

- nojo do capitalismo -
Imbecilidade de produção adjacente ao boxificado combate Popular Vs. Universal razão em ser artista.

Muita gente se tem rido de mim. Acho que se deve ao meu aspecto urbano/rústico mas essas pessoas não me inspiraram razões de confiança, estava escrito inaptos nos scanners obsoletos dos seus olhares de ovelhas amestradas e burras. Não tenho nada contra as ovelhas, nem da pobre Dolly, mas as pessoas ovelhas deviam ser... Ok... Eu digo... Castradas.



Vou continuar a minha vida despreocupada chorando e aclamando q.b. a beleza que me rodeia e nos rodeia. Pois estamos reunidos no mesmo quotidiano. Aquele que se reflecte em muitos olhares e visões onde este guião representa apenas uma de entre muitas visões ainda por surgir.



Não! Não podemos deixar de pensar na realidade social. Uma sociedade virada para as artes será uma sociedade madura e aberta à beleza da existência.

Uma terra de revoluções e por isso utópica.



A Arte universal é uma rosa onde de entre todos os espinhos a flor de beleza irrompe para o estranho salutar de vivermos felizes nas vicissitudes da vida.

A Arte é a Vida assim como a Vida é a Arte e perante este blues artístico renovador não abdico do meu estatuto de dead man aplaudindo os raros momentos de beleza que a vida me dá nesta Ópera de tramas shakespearianas ao som sentimental de Django Reinhardt.





Extracto da obra Reverso poema en duas partes de Misha Kula

domingo, 14 de outubro de 2007

Paralelamente a tudo

do posto cimeiro da nossa razão contemplamos tudo As luzes das ideias Os trajectos dos raciocínios A beleza das soluções que recaem na absolvição pura do nosso perfeito controlo senil que passa pela identidade de filhos bastardos de Deus e do Diabo

Na tua presença sinto que posso ser tudo

vou manter a minha identidade A minha estética under urbana Vou manter Vou manter a minha razão de ser alguém de ser alguém capaz de algo útil

e

em cada momento blue de existir sei que uma felina caricia em tons de areia e açafrão me reanimará para a paz de te ter de volta a meu lado nos bons e nos maus momentos que emergem no meu scanner in a fuckin´ civil war

às vezes uma dúvida me persegue durante a noite e esqueço de dormir já tenho o aspecto de um sonâmbulo e olheiras de hipocondríaco e quanto `a dúvida

a dúvida permanece e continua aqui e acolá acabando por se tornar uma cicatriz que ao fim de algum tempo se torna ora agradável ora cúmplice na nossa razão não sei aliás... As dúvidas aparecem e desaparecem e qualquer dúvida é um ponto de partida partida para onde não sei

estou na dúvida se devo escrever ou não Se devo existir se não Se devo actuar ou não